O Twitbirthday (prazer em conhecê-lo, aliás) me alerta para o fato de que hoje é o meu quarto “aniversário” no site. Ou seja, eu estou no Twitter há QUATRO ANOS e tenho 5.744 tweets. Me orgulhei terrivelmente de não ter perdido a linha e passado a utilizar o serviço para registrar todo e qualquer peido meu para o futuro, nem como fogueira das vaidades, filial do MSN, chat do UOL ou primo pobre do email. “Trocar DM” é o novo “mandar email”, e ficar se vangloriando de receber várias por dia (veja como eu sou popular, etc) ou de fazer fofoca via twitter (“muitas DMs venenosas essa tarde!”) devia ser o novo SHUT THE FUCK UP, nobody cares.

Meu primeiro tweet data de dois de setembro de 2011. Embora não me lembre o que escrevi, me lembro perfeitamente da situação. Eu estava em Hannover, no escritório do meu apartamento lindo e bem localizado no coração do List, sentada naquela mesa de vidro fria e com o inverno ameaçando pôr as patinhas geladas para fora. Fiquei me perguntando se devia começar a simplesmente registrar o que estava fazendo naquele minuto ou se devia também tentar condensar idéias e opiniões em 140 caracteres. Descobri alguns amigos já usando o serviço e adicionei mais algumas pessoas que considerei interessantes. E até ali o Twitter era muito mais sobre, de fato, descrever o que você estava fazendo ou pensando, e muito menos sobre militância política, empresas puxando o saco de si mesmas, blogueiras profissionais fazendo auto-promoção e sorteando produtinhos, babacas querendo ser descobertos como os novos reis da comédia stand up, felipes netos e pc siqueiras, fofoqueiras inveteradas e indiretas mal direcionadas.

Assim como o meio que o gerou (a internet) o twitter se transformou numa chatice. Daí a minha impressionante falta de atividade no site.

E por falar em Hannover, ando com saudades da Alemanha. Das pessoas, das batatas, do Eileriede, das lojas, do verão… Especialmente das batatas.

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